FASTIGÍNIA alicerça uma renovada visão da novelística portuguesa, enquanto questiona a identidade nacional em tempo de Monarquia Dual brilhando em Valladolid (1605). Um narrador privilegiado assiste ao nascimento do futuro Filipe IV, III de Portugal, e às cerimónias, festas, banquetes, torneios e jogos que acompanham a alegria de Império também a ratificar pazes com a Inglaterra, assim emergindo um olhar agudo sobre a política doméstica e internacional. Desde 1884, rasgos cervantescos vindos a lume em tradução parcial de manuscrito londrino por Pascual de Gayangos fizeram desta obra compósita e luxuriante a voz primeira na recepção mundial do Quijote.
Esta e outras razões justificavam a edição de Sampaio Bruno, Fastigimia (1911), texto assente num só manuscrito, mas inçado de erros desde o título, deficiências que a tradução de Alonso Cortés (1913; em livro, 1916) veio atenuar. Aquando da reedição fac-similada de Bruno (1988, 2009), eram conhecidos nove manuscritos. Assentou em 13 manuscritos e quatro impressos (dois, parciais) a nossa edição de 2011, agora revista na base de 17: 13 em Portugal, e em Madrid, Paris, Londres, Bloomington (Indiana).
«Qué libro tan ameno y entretenido!», exclamou D. Marcelino Menéndez Pelayo. E Hernâni Cidade: «Tomé Pinheiro da Veiga deve ser considerado como um dos melhores escritores do seu tempo.» Sentirá isso quem ler este polifónico Turpim, «notável escritor, mais próximo da língua coloquial do que Rodrigues Lobo ou Fr. Luís de Sousa», da envergadura de D. Francisco Manuel de Melo, como disse António José Saraiva.
| Peso | 1,560 kg |
|---|---|
| Dimensões (C x L x A) | 23,7 × 16 × 5 cm |
| ISBN | 9789897356780 |
| Edição | julho de 2026 |
| Idioma | Português |
| Encadernação | Capa dura |
| Páginas | 1054 |
| Editora | Letras Lavadas |
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