domingo, 8 de setembro de 2013

O Romance do Gramático

Esgotou a primeira edição do romance A Casa de Bragança (Âncora Editora, 2013), antes, ainda, do lançamento em Lisboa e noutras localidades. Enquanto não se imprime segunda edição, pode o leitor apreciar O Romance do Gramático (Gradiva, 2011), de que segue sinopse em português e, mais reduzida, em inglês:

Formado por dois ‘livros’, O Romance do Gramático (Lisboa, Gradiva, 2011) é a transcrição, com leitura actualizada, de um manuscrito (recto e verso) que o autor conheceu em família de judeus húngaros. No primeiro ‘livro’, mostra-se, sob roupagens conventuais, um foco de resistência à ameaça turca, em 1532, na ilha de Bled, Eslovénia. O aveirense Fernão ou Fernando de Oliveira (1507-1580? 1581?), fugido dos dominicanos de Évora, dá-nos agitado romance de cristãos patriotas, o qual será posto no Index. No segundo ‘livro’ – Uma história mal contada –, refaz-se a vida aventurosa de pioneiro, com Gramática da Linguagem Portuguesa (1536). Texto na terceira pessoa, atribuído a censor, é retomado pelo comum amigo Duarte Nunes de Leão, e deixado em herança a um inesperado copista do verso de vasto fólio – o filho que Oliveira perseguira durante 48 anos.
Entre documento e ficção, propõe-se um novo rosto do também historiador de Portugal e teórico da construção naval na Europa. Interessa reabilitar o espírito livre e heterodoxo de quem foi frade e desfradou-se, marinheiro ao serviço de França e prisioneiro de ingleses, e sofreu, por duas vezes, as injúrias da Inquisição, que o teve preso. Nesse reino do medo e da intolerância, a rebeldia e boa disposição destas páginas são o melhor antídoto, inclusive, para os dias de hoje.



The Novel of the Grammarian [O Romance do Gramático] is the transcription of a manuscript the author discovered in the possession of a Jewish-Hungarian family in 1981.
An ex-monk, Fernão de Oliveira, narrates the strange occurrences in a convent on the island of Bled (Slovenia) in 1532, with Christian Europe threatened by the Turks. The novel follows the adventurous life of the first Portuguese grammarian (1507-1581) who was a sailor in the service of France, who when a prisoner in England met Henry VIII and who was also persecuted by the Portuguese Inquisition.

With pages enriched by facts and figures from the 16th Century, by intrigue and liberty of thought, the rebellion and good humour of this tale are the best response to today’s sad times.


Ernesto Rodrigues (born 1956-) is a Lecturer at the Faculdade de Letras of the Universidade de Lisboa and president of the Academia de Letras de Trás-os-Montes, Portugal. A former journalist and lecturer in Portuguese at the University of Budapest from 1981-1986, he has published twenty works of both poetry and fiction from his debut in 1973 until his most recent publication A Casa de Bragança  in 2013.
   Rodrigues has compiled prefaced editions for twenty one Portuguese authors, and translated more than twenty works from Hungarian, including the Nobel Laurete Imre Kertész, Sándor Márai, Desző Kasztolányi and Magda Szabó together with an Anthology of Hungarian Poetry published in 2002. He has compiled eight volumes of essays, of which Mágico Folhetim: Literatura e Jornalismo em Portugal (1998) and Cultura Literária Oitocentista (1999) are of particular mention.




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