quinta-feira, 25 de junho de 2009

ESTE GOVERNO

1

A maldade tomou conta de nós.
Prometia baixar impostos; dar
emprego a milhares; ser correcto;
ajudar quem precisa, e avós.

Um: enganou-nos. Dois: subiu o mar
do desespero, sem sabermos onde
trabalhar. Três: cresceu tom demagogo.
Quatro: não há futuro para netos.

Dizem: eleitor vota no governo,
por querer vestir como seu primeiro-
-ministro, engenheiro enfatuado.
Não te iludas. Nação que se sonde,

recusa poder ignorante. Logo,
cuidado. Isto rima com inferno,
por mais unção; invade-nos mau cheiro.
A maldade tornou-se nosso fado.

2

Bate no ladrão, bate, democra-
ticamente. Vê como lança já

sopas de mel a baixo preço. Não
julgues que baixa o preço do pão.

Diz doce peta – bom, não são melhores
os dísticos acima. Mas, se fores

na conversa, em ti chorarás quanto
buscou evitar-te este meu canto.

Oeiras, 2-VI-2009

Ernesto Rodrigues